Fraga da Pena: guia do bosque encantado
A Fraga da Pena é o cartão de visita natural da região da Benfeita: uma queda de água de cerca de vinte metros no meio de um bosque de vegetação quase atlântica, com musgos, samambaias e o barulho constante da água. Fica a poucos minutos da aldeia e é paragem obrigatória para quem visita a Serra do Açor.
Como chegar
Da Benfeita segue-se em direção ao Pardieiros; o acesso faz-se por estrada de montanha até ao pequeno estacionamento sinalizado. O último troço é a pé, por escadas e passadiços de madeira — percurso curto mas íngreme, com corrimãos. Calçado com aderência é essencial, sobretudo depois de chuva.

Quando ir
| Estação | O que esperar |
|---|---|
| Primavera | Caudal cheio e vegetação no máximo verde |
| Verão | Fresco à sombra; manhãs têm menos gente |
| Outono | Cores douradas, fotografia excecional |
| Inverno | Caudal impressionante; atenção ao piso molhado |
Regras do bosque
- Não deixar lixo — o local não tem recolha diária.
- Ficar nos passadiços: as fragas são escorregadias.
- Não é zona de banho vigiada; a água é fria e as poças têm correntes.
- Levar água e proteção solar no verão; a sombra engana.
Completar o dia
A Fraga da Pena combina na perfeição com uma visita à aldeia da Benfeita e ao Piódão, a aldeia de xisto mais fotografada de Portugal, a cerca de meia hora de carro. Almoço de cozido ou chanfana num restaurante da região fecha o roteiro: bosque de manhã, mesa farta ao almoço, aldeias históricas à tarde.