CASAMENTOS  NA  BENFEITA

O CASAMENTO

O casamento religioso, ou matrimónio, é um dos sete sacramentos Casamento na Igreja Matriz da Igreja Católica e tem a forma de um contrato escrito, com efeitos legais, entre um homem e uma mulher, com duração para toda a vida, onde é prometido por ambas as partes, livre e irrevogavelmente, mútuo apoio, respeito e amor, e tem como objectivo a procriação, a educação e o sustento dos seus filhos.
Esta será, provavelmente, a interpretação básica da Igreja Católica sobre o casamento, e que eu partilho literalmente, embora compreenda que existam outras interpretações sucedâneas menos abrangentes, seja sobre o casamento, seja sobre os conceitos de casal, procriação e amor, seja ainda, e só, sobre a utilização do termo, por vezes inapropriada e abusiva, quando nele se procura incluir ajuntamentos de pessoas do mesmo sexo (parceiros/as).

Se não há contrato nupcial escrito, civil ou religioso, entre um homem e uma mulher, então, em minha opinião, não deveria chamar-se “casamento”. Esta palavra não deveria ser utilizada fora do seu exacto contexto ou sentido formal, a fim de haver uma melhor compreensão e transparência sobre a situação de relacionamento entre duas pessoas. Os termos a serem utilizados quanto ao seu estado de união, deveriam ser: casados (marido e mulher) ou acasalados (companheiro e companheira).

O termo acasalado não carrega, em si próprio, qualquer carga negativa, depreciativa ou de algum modo censurável, apenas indica que existe uma união-de-facto que não foi registada formalmente, que não tem como objectivo a procriação e que não tem prazo de validade, podendo ser dissolvida rapidamente com um simples "estalar de dedos" ou "fechar de porta".
Mas, não é só isto, um casamento implica maior responsabilidade civil e pode custar muito dinheiro e dar muito trabalho, enquanto que num acasalamento, não há padrinhos nem madrinhas, não há convites nem convidados, não há dote, não há recitação dos votos de casamento, não há troca de anéis, nem benção nupcial, não não há vestido de noiva, não há buquê de flores... não há boda e não há alegria... não há promessas de compromisso eterno, de parceria, compreensão e amor, de companheirismo, bondade, honestidade e paciência... nem sequer há uma conta bancária conjunta, nem direito a sucessões!
É tudo muito mais simples, mais barato e mais efémero, e, por isso mesmo, não se deveriam confundir os termos. Uma coisa é uma coisa, e outra coisa... é coisa diferente!

A nossa freguesia, embora seja maioritariamente católica (aguardamos confirmação pelo Censos 2021), tem vindo a registar um cada vez menor número de casamentos pela Igreja ao longo dos últimos 50 anos por vários motivos, entre os quais podemos salientar:
— Diminuição do seu número de habitantes (éramos 1019 em 1970 e só 415 em 2021, nas 9 aldeias da nossa freguesia, e maioritariamente idosos!);
— Pessoas emigradas que casaram fora da sua terra (não passando pelos registos da nossa paróquia);
— Pessoas cujo percurso de vida as afastou da Igreja e da Fé (preferindo o casamento civil, igualmente respeitável);
— E as pessoas que optaram pela união-de-facto (ou por não pretenderem ter filhos, ou por temerem a separação física como acontecimento próximo e altamente provável).

Nos dias actuais, o acasalamento em união-de-facto parece padecer de uma enorme e paradoxal incongruência já que, nas suas relações profissionais, a grande maioria das pessoas prefere e "luta" por contratos escritos, permanentes, em detrimento de situações verbais de prazo incerto. Porém, neste aspecto, as relações profissionais, de uns e de outros, não estão assim tão distantes das relações sentimentais, já que para haver um contrato escrito tem de haver interesse mútuo de ambas as partes. E, no casamento registado, o lucro prometido pelos contratantes, para além de uma convivência amorosa, feliz e próspera, são os seus próprios filhos!

Haverá Ser mais belo neste mundo do que a Mulher, essa verdadeira obreira do milagre da procriação? Haverá coisa mais sublime neste mundo do que o casamento, que pode unir um homem e uma mulher para toda a vida? Haverá benção maior na vida de um casal (homem e mulher) do que o amor dos seus filhos?

Louvemos, aqui, os nossos pais e avós, os nossos familiares e amigos e, de uma maneira geral, todos aqueles que se uniram pelo sagrado matrimónio na nossa freguesia, cujos nomes aqui registamos com profundo respeito e admiração.
O objectivo desta página é homenagear o seu nome e apresentar o registo dos casamentos realizados na Igreja Matriz e nas Capelas Públicas da freguesia da Benfeita nos últimos 150 anos (de 1870 a 2022), transcritos dos livros paroquiais, para que o possa ajudar a acrescentar alguns ramos à sua árvore genealógica ou, simplesmente, para analisar a evolução dramática da situação matrimonial na nossa freguesia. E, caso se tenha esquecido da data do seu casamento ou da dos seus pais, ou quiser saber a dos seus avós, tem agora os nossos registos à sua disposição.
Fizemos os possíveis para que todos os casamentos aqui registados fossem rigorosamente transcritos das fontes que consultámos, embora alguns nomes tivessem sido adaptados à grafia actual para melhorar a facilidade de busca, como, por exemplo: Anna—Ana, Arthur—Artur, Christina—Cristina, Jayme—Jaime, Nazareth—Nazaré, Victorino—Vitorino, etc. Veja, aqui, a lista completa das alterações efectuadas.

 

VIVALDO QUARESMA

Última actualização: 28/11/2022

NOTA: Esta página ainda se encontra em desenvolvimento por nela pretendermos incluir mais fotografias de casamentos e porque os seus anexos ainda se encontram sujeitos à confirmação de pequenas dúvidas de transcrição e à inclusão de 12 anos em falta.


Arquivo cronológico

1870-1879
1880-1889
1890-1899
1900-1909
1910-1919
1920-1929
1930-1939
1940-1949
1950-1959
1960-1969
1970-2022
1870-2022

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Memória fotográfica

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