BENFEITA.BLOG.2021

 

 
AGO
16
2021
O 15 DE AGOSTO
E A PANDEMIA NA BENFEITA

Nossa Senhora da AssunçãoTodos sabíamos que durante a 1ª fase do desconfinamento, prevista para durar durante todo o mês de Agosto, as festas populares e as romarias continuariam proibidas em todo o país, embora as celebrações religiosas fossem permitidas com uma redução de lotação de 50%. Assim, na Benfeita, não se realizaram quaisquer comemorações do dia de Nossa Senhora da Assunção, padroeira da aldeia, para além da missa em sua honra que se realizou na Igreja Matriz, celebrada apenas pelo padre Daniel Rodrigues, acompanhado por alguns elementos da Banda do Barril.

Estiveram presentes algumas dezenas de fiéis todos usando máscaras e mantendo o distanciamento obrigatório; no entanto, e ainda assim, o padre, ao terminar a missa, apresentou a sua opinião crítica contra a população local, informando que "no nosso concelho, nomeadamente na paróquia da Benfeita, os casos de Covid-19 continuavam a subir a pique devido ao nosso descuido e à nossa irresponsabilidade porque não temos os cuidados devidos, pois, o facto de estarmos vacinados não é condição para estarmos isentos de vírus e que a nossa região é visitada por muitas pessoas de Lisboa e Vale do Tejo que se passeiam, entre nós, sem cuidados nenhuns".

Esta opinião, perfeitamente desajustada, não foi bem recebida pela Assembleia e muitos dos presentes não compreenderam este comentário do padre, uma vez que uma semana antes, no dia 7 do corrente, foi realizado um espectáculo cultural, no "campo da bola" da Benfeita, promovido pela Rede das Aldeias do Xisto, em colaboração com a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia, com entrada livre, onde estiveram presentes dezenas de pessoas que cumpriram as regras da DGS, quanto ao distanciamento e ao uso de máscara, não havendo no local qualquer autoridade que tivesse inibido ou criticado a sua realização.

Assim, o autoritarismo alarmista deste jovem padre, que já se encontra de saída da nossa paróquia, não foi bem compreendido nem aceite por alguns dos presentes.

era ut supra
VIVALDO QUARESMA


 
JUL
29
2021
A POPULAÇÃO DA BENFEITA AUMENTOU
NA ÚLTIMA DÉCADA

O INE já apresentou os primeiros resultados nacionais do Censos 2021 que compreendem a variação da população residente nos últimos 10 anos, tendo-se registado um aumento de 5,3% em toda a nossa freguesia, embora os resultados nacionais tenham registado um decréscimo populacional de cerca de 2%, correspondentes a mais de 200.000 habitantes, havendo alguns locais em que a perda de população foi superior a 20%.

O aumento verificado na nossa freguesia, de 394 (em 2011) para 415 (em 2021), corresponde a apenas 21 pessoas (nacionais e estrangeiras); número que, embora aparentemente pouco expressivo, desfaz a tendência de queda nos últimos 110 anos!

Entre 21/03/2011 (Censos 2011) e 19/04/2021 (Censos 2021) faleceram 187 pessoas na nossa freguesia. Se apenas considerarmos estas pessoas como desaparecidas, omitindo os que emigraram para outras paragens e os falecidos trasladados de outros locais (cujo número estimamos ser semelhante), poderemos concluir que 208 novas pessoas (nascidas cá e integradas) passaram a fazer parte da nossa comunidade: 415-(394-187).

Residentes
2011
Falec.
Novos
2021
Homens
180
82
93
193
Mulheres
212
105
115
222
TOTAL 
394
187
208
415

Aos que chegaram à nossa terra oriundos de outras nacionalidades desejamos as maiores felicidades, que se sintam cá bem e alcancem a paz e tranquilidade que sempre desejaram; quanto aos que partiram, e muitas saudades deixaram, bem nos lembramos deles, e sempre estarão no meio de nós.

VIVALDO QUARESMA


 
JUN
11
2021
OS 20 ANOS DO SITE DA BENFEITA

Site da Benfeita - 20 anos!Em 30 de Junho de 2021 completam-se 20 anos sobre a data em que o Site da Benfeita obteve o seu primeiro alojamento em servidor partilhado, e teve o seu primeiro acesso na Internet.

A sua primeira página nasceu no dia 2 de Junho de 2001, no almoço da Liga de Melhoramentos da Benfeita, realizado em Lisboa, por ocasião do seu 56º aniversário. E, desde esse dia, muitas outras páginas foram sendo construídas para dar corpo ao Site da Benfeita, uma aspiração legítima dos Benfeitenses que desejavam ver a sua terra no mundo da Internet, conforme foi manifestado por alguns conterrâneos no decorrer dessa agradável confraternização.

Nessa altura, ainda não existia qualquer informação sobre a Benfeita na Internet, e o aproveitamento das tecnologias digitais de informação e comunicação, existentes e disponíveis no mercado, só era possível a algumas pessoas com conhecimentos de informática e programação.
Não era um projecto impossível, embora requeresse muita disponibilidade, entrega, trabalho e despesa, e sabíamos que apenas uma pequena parte da população da Benfeita se iria interessar por este projecto e ter acesso ao que nele fosse publicado, dado que grande parte das pessoas residentes, nomeadamente os mais idosos, não possuíam computador, acesso à Internet ou motivação para aprenderem a lidar com as novas tecnologias, além de ainda existirem na Benfeita algumas pessoas analfabetas. Mas, ainda assim, avançámos! Hoje, com cerca de aproximadamente 700 páginas, o Site da Benfeita reune uma grande colecção de conhecimento sobre a história da Benfeita, permitindo o seu livre e rápido acesso em qualquer lugar.

Uma grande parte dos mais novos, dos que já nasceram em pleno desenvolvimento da nova Era Digital, foram adquirindo conhecimentos na área das novas tecnologias de informação nos seus locais de estudo ou de trabalho, longe da sua terra, e não sentiram qualquer chamamento às origens ou interesse pela história da sua terra, preferindo as novas temáticas, como, os jogos interactivos e o convívio informal nas redes sociais, onde se salientava o Hi5, o MSN e o Skype e, mais recentemente, o Facebook, o Messenger, o Instagram e o Twitter, entre outros.

Mas, os objectivos deste Site foram-se mantendo firmes: «Ser um local de informação e de conhecimento sobre a Benfeita e as suas gentes» para os que, estando ausentes da sua terra, ou fora do país, desejassem amenizar a saudade que lhes apertava o coração e pudessem partilhar as suas histórias, ou as que lhes foram transmitidas pelos seus pais e avós, ao serão.

Contávamos, pois, para além das poucas pessoas que viviam na aldeia e de outras tantas espalhadas pelo país, com o interesse de alguns emigrantes que, noutras latitudes, ainda sentiam algum gosto em ler temas relacionados com a sua terra e com as suas origens.

Há 20 anos, o Censos de 2001 indicava uma população na Benfeita (freguesia), de 501 pessoas; mas, desde então, através do nosso registo de óbitos, podemos verificar que perdemos 373 pessoas até à data de hoje, embora algumas delas não estivessem recenseadas da nossa freguesia. Portanto, e sendo pouco expressivo o número de nascimentos ocorridos durante este período, podemos afirmar com bastante segurança aquilo que não é surpresa nem novidade para ninguém, que aquele número desceu significativamente nas últimas duas décadas, e nem ousamos fazer uma estimativa, já que o Censos de 2021 irá indicar, brevemente, esse número chocante!

Não aspirávamos, portanto, a ter grandes audiências porque sabíamos não as ter, nem a grandes louvores porque sabíamos não os merecer; apenas pretendíamos ser um lugar seguro na Internet onde quem nos visitasse se sentisse "em casa", junto da sua gente, e aberto a quem nele quisesse participar, voluntária e desinteressadamente.

Mas, nem sempre este projecto foi bem percebido e aceite por algumas pessoas a quem tendo sido pedida a sua participação, como o envio de histórias, logo perguntaram quanto ganhariam com isso. Situação essa, que, independentemente do interesse que as suas histórias pudessem suscitar aos nossos leitores ou do seu valor literário, revelava desde logo o desejo expresso de uma compensação financeira que, embora até possamos considerar legítimo, constituía um propósito diametralmente oposto ao nosso.

Infelizmente não conseguimos alcançar completamente os nossos objectivos! Se, por um lado, continuávamos motivados e empenhados no nosso trabalho de divulgação e pesquisa, sentíamos pouca atenção e interesse participativo por parte dos nossos visitantes que, cada vez em menor número, acediam ao nosso site e participavam nas Histórias da Nossa Terra.

Também, o simples facto de algumas pessoas ainda afirmarem que as 1620 badaladas do Sino da Paz se referem ao número de dias que durou a SEGUNDA Guerra Mundial, guerra essa que, só na Europa, durou 2075 dias; ou dizerem que a Benfeita é o único sítio no MUNDO que tem um sino que comemora o fim da 2ª guerra mundial, ignorando todas as outras terras que, por esse mundo fora, têm o seu Sino da Paz (Peace Bell), sendo que alguns deles até foram fundidos com o metal dos canhões usados nesse conflito, faz com que, de uma certa forma, o Site da Benfeita se sinta envergonhado por não ter sabido cumprir o seu papel de informar e de esclarecer certos erros que muita gente continua a repetir, ou porque não leram ou porque não se quiseram informar convenientemente. E neste grupo de pessoas encaixam certos jornalistas que, não fazendo o seu trabalho de cruzarem informação, repetem nos seus jornais estes dois erros grosseiros que ouviram a algumas pessoas da terra.

Impõe-se portanto que, passados estes 20 anos de existência, se faça um balanço real e objectivo deste projecto e se abra um período de reflexão para se conseguirem apurar as causas das nossas preocupações e se melhorarem futuramente os resultados que nos propusemos alcançar.

O Site da Benfeita agradece a todos os seus visitantes e amigos que nos enviaram palavras de solidariedade e encorajamento, ao longo destes 20 anos de presença contínua na Internet, e a todos promete a continuação da mesma dedicação, empenho e responsabilidade... nos próximos 20!

A Bem da Benfeita,

VIVALDO QUARESMA


 
JUN
01
2021
O CENSOS 2021, NA BENFEITA

O Censos 2021Entre 19 de Abril e 31 de Maio de 2021, o INE (Instituto Nacional de Estatística) realizou uma recolha de informação demográfica e sócio-económica, de âmbito nacional e obrigatório, através da Internet.
É sabido que nem todas as pessoas, na Benfeita, possuem computador e acesso à Internet; mas, de uma maneira geral, a população local (estrangeiros incluídos*) correspondeu satisfatoriamente a este inquérito tendo, alguns, nele participado graças à indispensável ajuda da Junta de Freguesia, local onde existia um computador, com dois monitores, especialmente dedicado a esta função, permitindo a sua utilização por quem pretendesse preencher o seu questionário e onde era dado todo o apoio necessário a quem não o soubesse ou pudesse utilizar.
* Apenas os estrangeiros inscritos, porque os outros, os não inscritos (os que entram por aí adentro e assentam arraiais em qualquer lugar), ninguém sabe - e nem ficará a saber - quem são, onde estão e quantos são!

A partir de agora, todos os portugueses ficaram cadastrados na maior base de dados portuguesa com informações confidenciais, como: nome completo, morada completa, e-mail, telefone, data de nascimento, estado civil, naturalidade, nacionalidade, residências anteriores, nível de escolaridade, local de trabalho ou de estudo, origem dos rendimentos, se trabalha ou se procura trabalho, se vê bem, se ouve bem, se tem dificuldades motoras, qual a sua religião, como é a sua casa, se tem ar condicionado e aquecimento, se tem carro e garagem, se é proprietário ou paga renda… enfim, só não lhe perguntaram quantas vezes lavava os dentes por dia!

Já quanto ao sítio onde irão ficar arquivados todos estes dados confidenciais e quem a eles irá ter acesso… bem, o "outro", o que andou a chafurdar nos arquivos do futebol, considerado pirata informático por ser autor confesso dos crimes de: acesso ilegítimo, violação de correspondência, sabotagem informática e tentativa de extorsão, qualquer dia ainda passará de criminoso cibernético a herói nacional! Portanto, se não houver segurança... seja o que Deus quiser!
Há 10 anos, o Censos 2011, demorou cerca de 8 meses para apresentar publicamente os resultados dos inquéritos que, na altura, foram preenchidos manualmente pela população e tiveram de ser tratados informaticamente por cerca de 300 colaboradores externos (muita gente envolvida e muitas possibilidades de fuga); actualmente, em virtude dos dados serem introduzidos directamente no sistema informático, o INE contratou 11.000 recenseadores e prometeu maior rapidez na apresentação dos resultados e maior segurança, embora a CNPD (Comissão Nacional para a Protecção de Dados) já tenha emitido um parecer negativo pelo facto do tratamento dos dados ser feito por uma empresa estrangeira, que pode subcontratar outras, e ter servidores nos Estados Unidos da América ou noutros países.

É sabido que cada vez há menos pessoas nas aldeias, mais idosos, menos casamentos, mais mulheres a trabalhar fora de casa, menos nascimentos, mais divórcios… bem, toda a gente sabe disso, os números da estatística só virão apenas confirmar, matemática e estatisticamente, aquilo que todos nós já sabemos e, provavelmente, servir de base para novos argumentos partidários, que virão com novas exigências e novas ameaças ao governo... mas, soluções, não!

Quantos somos e o que fazemos? «Somos poucos e não fazemos nada!» – dizem alguns. Bem, mas isso depende do ponto de vista: Já fomos menos, trabalhávamos mais e ganhávamos muito menos... e sobrevivemos! - Hoje, somos mais, ganhamos muito mais e trabalhamos muito menos!

Mas, até que ponto estes exercícios de estatística futurologista podem ajudar a responder a perguntas que ninguém pode ou não sabe dar resposta?
Saber "quantos somos, como somos, onde vivemos e como vivemos" pode ser importante para nos conhecermos a nós próprios, enquanto povo e nação independente, para nos podermos comparar com outros e tentarmos melhorar o que em nós pode ser melhorado; mas, o que nos poderá dizer este novo inquérito nacional, que já não saibamos, em matéria de envelhecimento da população, de abandono das terras e de despovoamento rural? Nada, pelo contrário! Por haverem poucos alunos na Benfeita, fecharam a escola e mandaram os alunos para outras maiores e mais distantes; e por haver pouca gente na Benfeita, fecharam o Posto de Saúde e mandaram os doentes para outros maiores e mais distantes. O mal de se saber agora quantos somos exactamente e onde vivemos, pode permitir que renasça uma antiga aspiração socialista, e antiga promessa de António Costa, a de Regionalizar Portugal Continental e, finalmente, as Juntas de Freguesia passem a ser Juntas Regionais e também se juntem num sítio maior e mais distante, ficando a população da Benfeita, ainda mais só... e, provavelmente, sem CTT!

A pandemia mostrou a certas empresas aquilo que já se adivinhava que iria acontecer, mais ano menos ano, em relação a certos empregos, e que era pôrem os seus colaboradores a trabalhar nas suas próprias casas, via teletrabalho. Isto reduz significativamente as despesas empresariais no que respeita a instalações, equipamentos e consumos e, acima de tudo, permite um maior controlo sobre a produtividade de cada um, podendo até, estabelecerem-se metas para atribuição de prémios àqueles que mostrarem maior rendimento, independentemente do número de horas que trabalharem ou em que condições o fizerem.
Para os colaboradores em teletrabalho também permite outro tipo de vantagens, como, e principalmente, o não terem de sair de casa! Os que têm carro, não têm de enfrentar longas filas de trânsito nem de se preocupar com o local de estacionamento; livram-se de multas de trânsito e poupam no custo dos combustíveis. Os que andam nos transportes públicos, esquecem-se do incumprimento de horários dos operadores, do custo dos passes sociais, das greves, e de toda uma série de outros inconvenientes, como: a chuva, o frio, o calor, as refeições fora de casa, os conflitos laborais, os assédios, os perigos de andar na rua… ou o terem de fazer a barba e de tomar banho todos os dias; terem de ir ao cabeleireiro com mais frequência; comprarem mais roupa e sapatos, etc.
Quanto ao convívio com os amigos… será tudo pela Net! Não faltam redes sociais que permitem conversa informal e troca de mensagens, imagens e vídeo em tempo real!

Portanto, o teletrabalho parece ser um novo remédio para velhas maleitas, permitindo também maior valorização da competência profissional em detrimento do aspecto físico, sexo, idade, cor da pele, incapacidades motoras, etc.
Mas, para chegar a esta conclusão não era preciso o Censos 2021, embora tenhamos já a certeza de que os próximos resultados, de 2031, irão ser muito mais animadores do que os de agora, em consequência do regresso das mulheres a casa, em teletrabalho, indicando: mais população, mais nascimentos, mais trabalho e mais Amor! E tudo isto graças à pandemia e à resiliência portuguesa, que não é mais do que a arte de se saber levantar depois de um tombo!

VIVALDO QUARESMA

Veja também:
CENSOS 2011, na Benfeita


 
MAI
08
2021
O 7 DE MAIO
E A PANDEMIA, NA BENFEITA

O Sino da Paz Português!Mais um ano se passou sem uma celebração condigna desta data histórica devido à actual situação de crise que se vive na região de Arganil, no contexto da pandemia.

Porém, estando nesta data, o nosso concelho, à frente de todos os outros (continente e ilhas), com o maior risco de incidência cumulativa de Covid19, a 14 dias (590 casos de infecção por 100 mil habitantes), — situação que nos lança um sinal de alerta por risco de infecção Muito Elevado e não nos permite acompanhar o resto do país nesta fase de desconfinamento (por incidência superior a 120 casos), correndo mesmo o risco de travagem ou retrocesso, — ainda existe uma parte da população que não aparenta estar muito preocupada em seguir as recomendações básicas de segurança, nomeadamente, o uso obrigatório de máscara nos espaços públicos e comerciais.

Desde as 0 (zero) horas do dia 1 de Maio, Portugal saiu do último Estado de Emergência (decretado pelo Presidente da República em 09/11/2020, com renovações sucessivas até 30/04/2021) e entrou no Estado de Calamidade (declarado pelo Primeiro Ministro, para vigorar por 15 dias, sujeito a renovação).
A diferença básica do actual Estado, em relação ao anterior, é que já são permitidas greves e manifestações de rua. De resto, continua quase tudo na mesma, ou seja, mantém-se:
. Dever cívico de recolhimento domiciliário;
. Dever especial de protecção;
. Proibição de circulação na via pública entre as 23h e as 5h nos dias de semana;
. Proibição de circulação na via pública aos sábados, domingos e feriados entre as 13h e as 5h.

Entre estas medidas, e outras, está ainda a proibição de eventos ou de ajuntamentos com mais de 10 pessoas...

Assim, o relógio do Sino da Paz iniciou o seu ciclo automático de toque das 1620 badaladas, "às moscas", ou seja, "para o boneco"!
Como habitualmente, depois do responsável lhe dar a corda toda e o destravar, o mecanismo iniciou a sua missão cerca das 14h10, tendo terminado meia-hora depois, por falta de corda. Foi o que se pôde arranjar neste panorama pandémico, em que os funcionários se encontram com várias tarefas atribuídas e "têm pouco vagar" para outras. Em situação normal, o funcionário teria de lhe dar corda total, pela segunda vez, para que o ciclo concluísse o número de toques previsto, mas, dado não ter sido organizado qualquer evento comemorativo, "a coisa" ficou por ali mesmo.

Esperemos que, para o ano, já sem a proibição de ajuntamentos, quando se celebrarem os 77 anos sobre o final da guerra, "a coisa" melhore, e o relógio da Torre da Paz possa celebrar condignamente esta data histórica para Portugal, e para o resto do mundo, de uma maneira mais generosa, participativa e envolvente.

VIVALDO QUARESMA


 
JAN
25
2021
ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS
NA BENFEITA

Candidatos à presidência

Em plena época pandémica que já ameaça os portugueses desde 2 de Março de 2020, e com o país a viver sob severas medidas restritivas decretadas pelo novo período de Estado de Emergência, a vigorar de 15 a 30 de Janeiro, desde logo com a situação de confinamento geral obrigatório e o dever de recolhimento domiciliário para travar a pandemia e salvar vidas, realizaram-se no passado dia 24 de Janeiro, em todo o país, as décimas eleições presidenciais depois do 25 de Abril de 1974, tendo-se registado uma fraca afluência às urnas que apenas congregou 39,49% dos eleitores recenseados.

A elevada abstenção nacional que envolveu as últimas eleições presidenciais (2006-38,48%; 2011-53,48% e 2016-51,34%) voltou a verificar-se este ano, tendo sido mais agravada pelo facto dos votantes recearem eventuais contágios decorrentes da concentração de pessoas nos locais de voto, atingindo os 60,51%.

Foram os seguintes os votos obtidos nestas eleições:

Candidatos
País
%
Arganil
%
Benfeita
%
Marcelo R. Sousa
2.533.799
60,70
2.827
71,24
107
83,59
Ana M. Gomes
541.345
12,97
387
9,75
6
4,69
André A. Ventura
496.583
11,90
320
8,06
9
7,03
João M. Ferreira
180.473
4,32
95
2,39
0
0,00
Marisa S. Matias
164.731
3,95
183
4,61
3
2,34
Tiago M. Gonçalves
134.427
3,22
52
1,31
2
1,56
Vitorino R. Silva
122.743
2,94
104
2,62
1
0,78
Votos válidos
4.174.101
3.968
128
Inválidos
87.039
2,04
95
2,34
2
1,54
Total votantes
4.261.140
4.063
130
Abstenção
6.530.350
60,51
5.968
59,50
177
57,65
Total inscritos
10.791.490
10.031
307

Assim, o Prof. Dr. Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa, Presidente da República Portuguesa desde 9 de Março de 2016, consegue agora o seu segundo mandato presidencial, conforme já era aguardado por todos os portugueses, não só por ser o candidato mais bem preparado para o exercício da função presidencial como, de longe, por ser o candidato que melhor garantias de isenção, independência e integridade oferece aos restantes órgãos de soberania e ao povo português, em geral.

VIVALDO QUARESMA



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