A  PADEIRINHA  DE  CÔJA

A Tuxa é a padeirinha de Côja, de seu nome, Maria de Fátima Santos Costa Gonçalves Quaresma, 40 anos, casada, que às Segundas, Quintas e Sábados visita a Benfeita, cerca das 11 da manhã, tocando a estridente buzinha da sua carrinha pelas ruas da aldeia, vendendo uma grande variedade de pão e bolos, e distribuindo, a quem dela se aproxima, sorrisos e boa disposição.

A vida não é fácil para ninguém na Benfeita, principalmente para os mais idosos, e já ninguém acende o forno para cozer o pão. Os tempos da broa de milho já fazem parte de um passado distante que, teimosamente, só muito poucos se atrevem a reviver, em tempos de festa.

Não há padaria nem supermercado na nossa terra (só mesmo a mercearia do Ti'Artur, que não vende pão); por isso, os padeiros itinerantes têm aqui uma grande aceitação. Há mais padeiros que, como a Tuxa, visitam a Benfeita, cada um com a sua freguesia própria; mas, simpatia e boa disposição, só ela nos oferece alegremente.

A "Tuxa" O "Ti Artur" e a "Tuxa".

Há quem diga (eu) que a Tuxa nos dá uma "refeição completa": vende-nos o pão que nos alimenta o estômago e trás-nos sorrisos e boa disposição, que nos conforta a alma e eleva o espírito.

Quando vier à Benfeita passe pela Padaria da Tuxa, bem no centro de Côja. É o último sítio onde poderá comprar pão se quiser comer uma sandes, na Benfeita.

Obrigado Tuxa, "prima" amiga, contigo a nossa existência na Benfeita fica mais leve!

Corre, corre, padeirinha

A padeirinha da serra
Corre, corre, sem parar.
Trás o pão e um sorriso,
E a cor do paraíso,
No fundo do seu olhar.

Porque corres padeirinha?
Tua vida é um rodar!
Quando fico sem te ver,
Fico triste, sem comer,
Sem o pão p'a m'alegrar.

Corre, corre, padeirinha,
Dentro da tua carrinha
Leva o pão ao teu freguês.

Eu peço a Deus que te guie
E a estrada te alumie
Até à próxima vez!

Vivaldo Quaresma - Abril/2007
Fotografias, texto e poema