JOSÉ  SIMÕES  DIAS

Capa do livro originalA Hóstia de Oiro

A Hóstia de Oiro - Poema herói-cómico, foi publicado por Simões Dias, em Elvas, em Outubro de 1869.

Este género de composição em verso que, em Portugal, teve a sua primeira aparição com a publicação de "O Hissope", em 1802, de António Dinis da Cruz e Silva, fundador da Arcádia Lusitana, de seu pseudónimo "Elpino Nonacriense", serviu de inspiração a Simões Dias e a outros poetas e escritores portugueses e foi considerado como uma verdadeira obra prima do humor nacional.

Quis o destino que, Simões Dias, no seu percurso por Elvas, entre Setembro de 1868 e Agosto de 1870, passasse pela redacção da "Democracia" casa onde, um século antes, Cruz e Silva deu à luz a sua obra, e lá tivesse respirado a mesma atmosfera e comungado do mesmo espírito irónico e satírico.

Simões Dias achou oportuno, na época em que vivia um luto doloroso pela morte da sua esposa, escrever algo que, fazendo rir, fosse uma repreensão severa contra os vícios instalados da avareza e da hipocrisia acobertada em hábitos sacerdotais.

Neste livro é posto em relevo o estado clerical da época e a prepotência dos capitalistas, e levanta-se a voz em favor dos "escravos" do privilégio. Dele fazem parte um avaro nojento (Paulino Segisberto), um frade detestável (Frei Mateus), um Bonifácio repugnante e uma Matildinha delambida, da pior espécie.

O Site da Benfeita, no seu propósito de divulgação da obra de Simões Dias não quis deixar de proporcionar a leitura deste livro, publicado em Elvas no ano em que se finou a sua amada esposa Guilhermina da Conceição.

NOTA: Este livro, original de 208 páginas, foi digitalizado para o formato PDF e encontra-se dividido em 12 ficheiros para tornar mais leve e rápida a sua abertura. O Site da Benfeita encontra-se a trabalhar este livro, no sentido de o actualizar ortograficamente, melhorando o seu entendimento e apresentação gráfica, e reduzir o seu tamanho digital.