JOSÉ  SIMÕES  DIAS

Óbito

Arquivo Nacional da Torre do Tombo

(Assento de Óbito nº 50, de 1899, da freguesia de S.Jorge de Lisboa)

Aos três dias do mês de Março de mil oitocentos noventa e nove, às doze horas da manhã, no prédio número dois, A, primeiro andar da rua Dona Estefânia, desta freguesia de São Jorge de Lisboa, faleceu, tendo recebido Extrema Unção, um indivíduo do sexo masculino por nome de Dr. José Simões Dias, de idade de cinquenta e cinco anos, lente, natural da freguesia da Benfeita, Concelho de Arganil, e morador no prédio supra dito, casado com Dona Henriqueta de Menezes, e filho legítimo de António Simões Dias, e de Dona Maria do Rosário Gonçalves, naturais da Benfeita, não fez testamento, deixou uma filha maior, e foi sepultado no cemitério ocidental em jazigo.

E para constar lavrei em duplicado este assento, que assino.

Era ut supra.

O Coadjutor

José Diogo Alvez  

Enterro

Cemitério dos Prazeres - Registo de Entrada

Nome: José Simões Dias
Filiação: António Simões Dias e Maria do Rosário Gonçalves
Local de Nascimento: Benfeita
Idade: 55 anos
Paróquia: S.Jorge
Profissão: Professor do Liceu de Lisboa
Morada: Rua D.Estefânia, 2-A
Causa da morte: Aneurisma da crossa da aorta.
Médico: Dr.Fernandes
Falecimento: 03/03/1899 - 12 horas
Entrada: 04/03/1899 - 15 horas
Jazigo: Júlio César dos Santos - Rua D - nº 2245
Nota: Corpo trasladado para Coimbra em 09/04/1900.

Trasladações

1. Aquando da sua morte, o corpo do Dr.Simões Dias foi depositado, provisoriamente, no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa, a 4 de Março de 1899, no jazigo 2245, da rua D, pertencente ao seu amigo Júlio César dos Santos, onde ficou durante um ano e onde foi alvo de várias homenagens póstumas de amigos, colegas e alunos, antes de ser trasladado para o jazigo de família, em Coimbra.

Aspecto actual do jazigo de Júlio César dos Santos e sua família

2. No dia 10 de Abril de 1900, os restos mortais do poeta deram entrada no Cemitério da Conchada, em Coimbra, no jazigo 56/58, do talhão 12, com 9 m2 de base e sarcófago, pertencente à Família Simões Dias, adquirido em 1881 e já ocupado desde 1882 e, onde, em 21/06/1921, o corpo da sua bem amada esposa, Maria Henriqueta, mãe de sua filha Judith, lhe foi fazer companhia.

Aspecto actual do jazigo abandonado do Arcediago José Simões Dias e sua família

3. Em 13 de Outubro de 1999, foi trasladado para o Cemitério da Corga, na Benfeita, juntamente com o seu tio, o Arcedíago José Simões Dias, por ocasião das comemorações do primeiro centenário da sua morte, ocorridas em 16 de Outubro, por iniciativa conjunta da Câmara Municipal de Arganil; Junta de Freguesia da Benfeita; Liga de Melhoramentos da Freguesia da Benfeita; Editorial Moura Pinto; e uma Comissão do Povo da Benfeita.

Aspecto actual do mausoléu do Dr.José Simões Dias e seu tio, o Arcediago José Simões Dias,
no cemitério da Corga, na Benfeita.

 
Fernando Simões da Silva (Pêssego), artista pedreiro que construiu o mausoléu, em 1999,
indica com rigor técnico as medidas (1,50m x 1,00m x 1,20m) e a localização
do sarcófago onde foi depositado o ataúde que contém as ossadas.
 

Vivaldo Quaresma