BENFEITA.BLOG.2017

NOTÍCIAS DA TERRA...


SITE DA BENFEITA - 16/06/2017

Cemitério de "cara lavada"!

PAZ na Europa!O cemitério público da Benfeita, mais conhecido por "Cemitério da Corga", apresenta-se agora com as paredes limpas e pintadas, após alguns anos de aparente abandono e desleixo, motivado pelo "mal das verbas curtas".

Foi construído em 1894 e ampliado em 1911, no local onde hoje se encontra o patamar central. Em 1931 e em 1939 foi-lhe acrescentado e ampliado o piso inferior e, em 1999, foi inaugurado o piso superior, ficando, desde então, com a forma actual.
As datas constantes nos portões de ferro, "1900" (primeiro piso) e "1933" (segundo piso) correspondem aos anos em que os mesmos foram construídos, sendo que o primeiro, passou de cima para baixo, depois do acréscimo do piso inferior.

O primeiro cemitério público de toda a freguesia, conhecido por "Cemitério do Adro", foi construído em 1836 e estava localizado no recinto em volta da igreja paroquial e nele se enterraram os nossos mortos durante cerca de 60 anos. Com a inauguração do "Cemitério da Corga", o antigo foi encerrado tendo-se feito as necessárias trasladações para o novo e regularizado o adro da igreja que ficou mais limpo e agradável. No entanto, parte do antigo cemitério, então transformado e utilizado como jardim, voltaria a ser utilizado, provisoriamente, para receber as vítimas da gripe pneumónica, em 1918, devido à grande mortandade que causou na freguesia e ao facto do "Cemitério da Corga" já estar repleto e o enterramento ter de ser feito logo a seguir ao falecimento por ordem das autoridades sanitárias.

O "Cemitério do Adro" foi encerrado definitivamente em Agosto de 1941, quando já se encontrava em grande estado de degradação, atulhado de terras e outros despejos e servindo para pasto para o gado, depois de se proceder com toda a solenidade e respeito à remoção das ossadas, para o "Cemitério da Corga".

Vista interiorEste lugar sagrado que alberga uma grande parte dos nossos familiares mais queridos, com vidas interrompidas e sonhos por realizar, lugar de culto e de peregrinação obrigatória de todos quantos visitam a Benfeita e querem ficar mais próximos das suas raízes familiares já está, de novo, a ficar cheio; porém, como o recurso à cremação tem vindo a aumentar no nosso país, a necessidade da sua ampliação não é considerada, para já, como muito urgente. No entanto, essa será, certamente, uma das preocupações do próximo presidente da Junta de Freguesia.

A cremação é, cada vez mais, uma opção tomada por muitas famílias, não só por ser mais barato e mais simples como por ser psicologicamente menos traumatizante. Até há poucos anos apenas existiam 2 fornos crematórios em todo o país, hoje são mais de 2 dezenas e o número cresce devido à enorme procura que se tem vindo a verificar, quer no litoral como no interior. Viseu já tem o seu forno crematório instalado no "Cemitério de Santiago", uma parceria público-privada que garante uma capacidade de 4 corpos, em 8 horas!

A Igreja Católica, embora prefira a antiga tradição cristã da sepultação, deixa aos seus fiéis a liberdade de escolher a cremação do seu próprio corpo, mas insiste na importância de manter os restos mortais nos cemitérios, igrejas ou em lugares específicos e recorda a proibição de espalhar as cinzas da cremação na Natureza, dispersando-as no ar, na terra ou na água, ou ainda em qualquer outro lugar, bem como guardá-las em casa ou dividi-las por vários familiares em potes decorativos ou peças de joalharia.

Vista interior
Vista exterior

O nosso cemitério é muito visitado no Dia de Todos os Santos (01/11), por ser dia feriado nacional, e no Dia de Finados (02/11), também conhecido por Dia dos Fiéis Defuntos, quando este calha a um fim-de-semana.
Existem dois motivos pelos quais costumamos ir visitar os nossos mortos ao cemitério: um, é para orar pelas suas almas e, outro, é para lhes pedir que intercedam por nós junto de Deus quando nos encontramos "aflitos", em circunstâncias difíceis.

A freguesia da Benfeita tem mais dois cemitérios, o do Monte Frio, inaugurado em 04/08/1940 e o dos Pardieiros, inaugurado em 06/06/1960. Só a partir dessas datas é que os mortos dessas aldeias serranas passaram a ser sepultados nos cemitérios respectivos, sendo anteriormente todos sepultados no Cemitério da Corga.

A minha tia Ana disse-me, um dia, que deveria ir ao cemitério o mínimo número de vezes possível e o máximo de uma vez por ano; para não mexer em nada que lá estivesse e passasse sempre as mãos por água, na torneira que existia à saída, sem as enxaguar. Nunca lhe perguntei porquê, porque a sua palavra, para mim, era lei, tal como a dos meus pais e avós e, de um modo geral, a de todas as pessoas adultas.
Mais tarde, alguém me explicou que existem, em muitos cemitérios, principalmente nos menos cuidados, áreas contaminadas com organismos causadores de doenças, como o tifo.
A água das chuvas que penetra e alaga os covais ficando em contacto com os corpos em decomposição, fica contaminada e pode libertar substâncias e micro organismos causadores de doenças. Contamina a área adjacente às sepulturas com virus e bactérias, principalmente quando a profundidade mínima das sepulturas não é respeitada (1,15m-adultos, 1,00m-crianças) e, ao infiltrar-se na terra, pode chegar aos lençóis de água subterrânea.
Há quem diga que os mortos dos cemitérios não fazem mal a ninguém, que devemos ter medo é dos vivos... pois, mas nunca fiando! Se pensarmos bem, até os nossos sapatos deveriam ser limpos, descontaminados, desinfectados, expurgados, etc. à saída do cemitério e, até mesmo, antes de entrarmos no carro e em casa.

Veja <aqui>, a nossa versão gráfica do "Cemitério da Corga" e o nome das pessoas falecidas, identificadas nas respectivas sepulturas.

VIVALDO QUARESMA


SITE DA BENFEITA - 16/06/2017

O novo abrigo do Areal!

Abrigo do Areal!Recentemente construído pela Junta de Freguesia, a Benfeita dispõe agora, de um novo equipamento urbano (paragem de autocarro) para benefício directo dos jovens estudantes que utilizam os estabelecimentos de ensino de Côja e Arganil e de quem se desloca para o trabalho, em dias de chuva.

É uma carreira de "Aulas e trabalho", com um horário muito reduzido, apenas com uma ida e uma volta por dia.
De segunda a sexta-feira, um autocarro da Transdev sai de Pardieiros às 06:45 com destino a Arganil, onde chega às 07:40 e, à noite, sai de Arganil às 18:20 com destino a Pardieiros, onde chega às 19:15.

O autocarro pára na Benfeita cerca das 07:00 horas (na ida) e das 19:00 horas (no regresso). Durante o resto do dia, feriados e fins-de-semana, este aprazível local sobre as frescas águas da ribeira, para não ficar às moscas, poderá servir de ponto de encontro para quem quiser descansar ou conversar, ou desejar aceder à Internet através do "WiFi Free", da Junta de Freguesia.

VIVALDO QUARESMA


SITE DA BENFEITA - 07/05/2017

Pelo fim da Guerra na Europa!

PAZ na Europa!Já há alguns anos que no primeiro domingo de Maio se celebra o Dia da Mãe em homenagem a todas as mães e servindo para reforçar e demonstrar o amor dos filhos pelas suas mães. No entanto, não é habitual este dia coincidir com o dia em que, na Benfeita, se comemora o fim da Guerra na Europa, desde 7 de Maio de 1945.

Eu sou do tempo em que o Dia da Mãe se comemorava no feriado 8 de Dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Portugal desde 1646; mas, já nos finais do século passado, o Dia da Mãe passou a ser uma data móvel sendo comemorado no primeiro domingo de Maio, mês de Maria, em homenagem à Virgem, mãe de Cristo, acabando com a tradição que já vinha sendo seguida em Portugal desde 1854. Algumas mães com vários filhos, ainda gozam do privilégio de serem homenageadas nas duas datas, quando uns teimosamente mantêm o antigo costume e outros, ordeiramente, aderiram à mudança da data.

Neste Dia da Mãe juntamos dois pedidos na mesma oração à Mãe de Cristo: que permita que continuemos a merecer o amor e o carinho das nossas mães ou a preservar a doce lembrança que delas guardamos e que mantenha os portugueses fora desta guerra que, lentamente, se começa a desenhar, de novo, no nosso continente e sobre a qual o Papa Francisco já alertou o mundo.

Quando perdemos a nossa mãe passamos por uma experiência sem igual, abrindo-se um grande vazio na nossa alma que raramente conseguimos preencher; apenas a lembrança dos bons momentos nos consegue trazer um pouco de conforto e resignação pela sua perda. Mas, quando perdemos a Paz e presentimos a ameaça de uma nova Guerra Total em quase todas as notícias que chegam até nós, na Europa e em muitas outras partes do mundo, numa Terceira Guerra Mundial repartida por toda a Terra, já não acreditamos que alguém nos possa vir a manter neutrais e pacíficos, como em 1940, num eventual conflito generalizado que parece aproximar-se a cada dia que passa.

Na Benfeita ainda se comemora o fim da guerra na Europa; mas, "por quanto tempo mais?" parece ser a pergunta que todos receamos fazer. Embora estas comemorações já aconteçam há 72 anos não há nenhuma garantia de continuidade da Paz neste mundo em ebulição.

Este ano, tal como no anterior, o automatismo do relógio da Torre da Paz fez má figura e mesmo estando um domingo de sol radioso (ao contrário do ano passado que choveu intensamente), também ninguém se aproximou para ouvir as badaladas do Sino da Paz. Mas ele tocou!
Já passava das duas da tarde quando o presidente da Junta, Alfredo Martins, vendo que o automatismo não entrava em funcionamento, avançou para a Torre da Paz e só de lá saiu depois dos 1620 toques terminarem, cerca das 15:15. Mais uma vez, a uma cadência de 30 toques por minuto, o antigo relógio monumental lá despachou apressadamente a tarefa em menos de uma hora.

Também a autarquia, que em manifestos anteriores tanto prestigiou esta antiga tradição benfeitense e dela pretendeu fazer um ex-libris da região, não organizou nenhum evento comemorativo. Talvez este projecto volte a recuperar o seu "interesse" na campanha eleitoral dos candidatos a autarcas, nas próximas eleições de Outubro!

Veja aqui mais tópicos sobre este assunto.

VIVALDO QUARESMA


2017 |  20162015201420132012201120102009200820072006200520042003