BENFEITA.BLOG.2003

NOTÍCIAS DA TERRA...


VIVALDO QUARESMA - 17/12/2003

Boas Festas!
Desejamos a todos os nossos visitantes
e amigos um Natal muito Feliz
e um óptimo 2004!


JORNAL DE ARGANIL - 20/11/2003

Ex-combatentes do Ultramar agradeceram a protecção
de Nossa Senhora das Necessidades

Capela de NªSª das Necessidades

No dia 15 de Novembro reuniram-se num convívio cerca de 130 ex-combatentes que integraram a C.C.S. do Batalhão 184, que embarcou em Julho de 1961, rumo a Angola, onde permaneceu em missão de serviço até Novembro de 1963.
Anualmente, reúnem-se estes ex-militares num convívio que abrange as famílias e é muito interessante reunir mulheres, filhos e netos que vêm animar e rejuvenescer estes encontros.
A organização deste evento esteve a cargo dos ex-combatentes, nossos conterrâneos e amigos, Mário Francisco Nunes e Cesário Pereira Filipe, que elaboraram um programa com muita qualidade que encantou os convivas.
Assim, às 10 horas foi feita a recepção aos visitantes, no Santuário de Nossa Senhora das Necessidades, pelo anfitrião Mário Nunes e pelo Presidente da Liga, eng. Carlos Brandão, tendo ambos proferido palavras de simpatia dirigidas aos visitantes, em especial àqueles que, pela primeira vez, vêm à nossa terra, a quem desejaram bem-estar entre nós, nesta tarde de sábado.
Foi colocada uma placa, assente numa base rústica condizente com o local - um penedo natural e irregular - com a seguinte inscrição:

Placa de agradecimento

SENHORA DAS NECESSIDADES
PROTECTORA DO SOLDADO

OS SOLDADOS DESTA FREGUESIA
QUE SE BATERAM NA GUERRA
DO ULTRAMAR 1961-1974

O NOSSO AGRADECIMENTO

Bonita lembrança que teve o Mário Nunes, pois na realidade durante a Guerra de África, passaram por este local milhares de mancebos para suplicar a protecção de Nossa Senhora. E, como a Fé ajuda a viver e a alimentar o espírito, podemos dizer (e só vale para quem acredita), que os soldados da freguesia foram efectivamente protegidos, pois não se registaram baixas.
Só lamentamos que nessa época se disputasse a mordomia da Festa da Senhora das Necessidades e agora, que vivemos em paz, haja jovens em idade militar, que se recusam a fazer esta festa tão antiga e com tanta força religiosa. Sinais dos tempos, em que tudo se materializou e só damos alguma coisa se tivermos a receber o dobro. Acabou a Guerra, acabou o medo e acabou a Fé!...
Seguiu-se a missa celebrada pelo Capelão do Batalhão, com raízes em Sobral Valado, que em 1959 passou pela paróquia de Coja - o padre José Martins da Veiga.
Por volta das 12.30 horas iniciou-se o almoço, muito bem confeccionado e com abundância e variedade, que foi acompanhado pelos acordes melodiosos de um grupo juvenil da banda "Pátria Nova", que encantou e animou, em todos os momentos, mas muito particularmente quando executou a marcha dos Manjericos. Foi um ponto muito alto em que todos rejuvenesceram, pois recuaram aos tempos do "Tio Quinta-Feira".
Não faltou o fado, animado pela família Brito (os Patrões de Anseriz), que transmitiram a sua alegria e entusiasmo a todos os presentes, que encheram o recinto a dançar o fado mandado. Havia gente dos vários pontos do nosso País, várias pessoas da Benfeita e uma simpática representação do Sardal, formada pelo Cesário, Jorge e Fernando Santos.
Por aquilo que observámos neste convívio e, por analogia com outros, da "nossa guerra", podemos tirar várias ilações, sobre as quais devemos reflectir:
-Que a Guerra Colonial fez muitos mártires, que todos lamentamos;
-Que os sobreviventes adquiriram uma grande consciência sobre os perigos da Guerra e têm um conceito de amizade e solidariedade muito fortes e inabaláveis, pois só assim se compreende que jovens de há quarenta anos continuem a reunir-se, recordando os velhos tempos de África, vibrando e chorando;
-Que a força destes encontros é de tal intensidade, que mal acabamos um já estamos a pensar no próximo, havendo colegas que se deslocam centenas de quilómetros;
Só lamentamos que os sucessivos Governos que se seguiram ao 25 de Abril não tenham a coragem de transmitir aos vindouros esta página da nossa História, concordemos ou não com o Regime vigente à época. Mas, mais grave do que não transmitir é tentar apagar 14 anos de permanência em África, vividos nas mais adversas condições, em que a própria dignidade humana foi muitas vezes posta em causa, na idade mais viçosa de qualquer SER HUMANO, nos belos vinte anos da nossa vida, que para muitos foram anos de amargura e de sofrimento, para não falar naqueles que perderam a vida por uma causa que eles próprios desconheciam.
Felizmente que esta geração mantém bem vivas estas recordações e não deixa de as transmitir aos seus descendentes.
Parabéns Mário Nunes e Cesário Filipe.

CARLOS CEREJEIRA


JORNAL DE ARGANIL - 13/11/2003

Vindimas e azeitona

A bela azeitona da Benfeita

Foram concluídas as vindimas. Agora é tempo dos proprietários darem início à apanha da azeitona. Este ano as oliveiras apresentam boa carga de fruto e daí que se adivinhe uma óptima safra. Só é pena que a maior parte das oliveiras estejam abandonadas e as silvas sejam rainhas e senhoras.

MINA


JORNAL DE ARGANIL - 06/11/2003

Ruas em obras

Ponte Fundeira

As obras nas ruas prosseguem, com a colocação de tubos para receber as águas pluviais, telefones e electricidade. É um melhoramento muito importante e de grande valor para nós, benfeitenses.
Serão colocados candeeiros em diversos locais, o que vai permitir dar mais alegria nocturna à Benfeita. Depois segue-se a melhoria das calçadas das ruas da Igreja até à Praça Simões Dias e bairro da Capela. Neste momento este serviço está a ser processado no bairro de Santa Rita.
Esta obra, como já dissemos, é da responsabilidade da firma Antonino Madeira Gouveia & Filhos, de Santa Ovaia. Embora o tempo não seja propício a obras desta natureza, estas prosseguem, e delas vamos dando notícia, consoante o seu desenrolar.

MINA


VIVALDO QUARESMA - 06/11/2003

BENFEITA
Dia de Todos-os-Santos

Cemitério da Corga

Conforme vem sendo habitual, na Benfeita, no dia de Todos-os-Santos, as famílias visitam os túmulos dos seus entes queridos sepultados no cemitério. Habitualmente, também, esta visita é aproveitada para trazer um pouco de alegria e amor ao cemitério, uma vez que as campas são embelezadas com ramos de flores e velas acesas, durante a noite, numa demonstração de afecto e carinho por aqueles que já partiram. Este ano não fugiu à regra. O tempo também colaborou pois que este dia nasceu radioso, após um longo período de chuva e frio. Houve missa no Santuário da Senhora das Necessidades, petiscos e animação. As pessoas conviveram e lembraram, com saudade, os seus mortos, cumprindo-se assim, mais uma vez, uma tradição de décadas. Também eu visitei as campas dos meus familiares, onde me detive durante algum tempo, embora não tivesse levado nem flores, nem velas. Apenas a máquina fotográfica! E, com a mesma prece de sempre me despedi: Fiquem em paz! Ocorreu-me, no entanto, registar alguns aspectos que outrora estavam associados a este dia, principalmente para que não caiam no esquecimento. Antigamente, neste dia, os mais necessitados iam pedir o Pão-por-Deus. Logo pela manhã, bem cedinho, juntavam-se grupos de crianças que iam batendo de porta em porta pedindo o Pão-por-Deus pela alma das pessoas que já tinham morrido. Levavam nas mãos uma bolsa de pano, onde metiam: fruta, castanhas, rebuçados, nozes, bolos, chocolates, dinheiro, etc. As pessoas punham as mesas com o que tinham em casa (comida e bebida) e quando, mais tarde, chegavam os necessitados, as portas eram abertas e eles comiam à vontade e, à saída, ainda lhes davam mais alguma coisa para levar. Hoje já só se pede o Pão-por-Deus para não se perder a tradição; mas, nem isso eu vi na Benfeita. Terão já acabado os negros dias de miséria, de antigamente? Ou, terão os mais necessitados vergonha de pedir? Era costume, neste dia, as pessoas confeccionarem broas de milho para comerem e darem de Pão-por-Deus, às crianças. Hoje, já pouca gente faz broa porque dá muito trabalho e fica mais caro! Espera-se, antes, pela Tucha, uma padeirinha simpática que percorre as aldeias da freguesia, apitando a buzina da sua carrinha, vendendo pão fresco, broa e bolos de diversas qualidades. E, como ela, mais 3 padeiros 3, visitam a Benfeita, diariamente!

VIVALDO QUARESMA
JORNAL DE ARGANIL - 02/10/2003

As obras das nossas ruas

Continuam em bom andamento as obras das nossas ruas que têm levado à abertura de grandes valas.
Dado que é um melhoramento importante para a nossa terra, temos de esperar, com paciência, que os inconvenientes que este tipo de obras acarretam, terminem.

MINA


JORNAL DE ARGANIL - 02/10/2003

Enlace matrimonial

Na Igreja de S. Bartolomeu do Beato, em Lisboa, uniram as suas mãos, no dia 6 de Setembro, a srª Ana Teresa Ferreira do Rosário Prata, professora de Físico/Química, na Escola 2,3 das Lajes do Pico (Açores) e o sr. Fernando António Correia Evangelho, natural dos Açores, Técnico Superior da Administração Pública, da Câmara Municipal da Madeira.
Ela é filha de Joaquim do Rosário Gonçalves Prata (já falecido) e de D. Noémia Ferreira Prata, naturais desta localidade. Ele é filho do sr. Jaime Pereira Evangelho (já falecido) e de D.Maria Ema Correia da Silva Evangelho.
Foram padrinhos por parte da noiva, o sr. Eldebiando Valente Rei e D. Maria Teresa Chitas e, por parte da noivo, o sr. José Carlos Simplício e D. Amélia Pereira Goulart.
O copo d'água foi no Vale da Corva, em Mafra. Os noivos passaram as suas núpcias em Veneza (Itália) e depois estiveram uns dias na Benfeita, de onde a noiva é natural.
Os noivos vão fixar residência em Santa Margarida, Ilha do Pico (Açores).
A este simpático casal, através das colunas deste jornal, desejamos muitas felicidades na sua vida.

MINA


JORNAL DE ARGANIL - 25/09/2003

Festas e Romarias

Com esta notícia vou dar por terminada as festas da nossa Freguesia. Vamos começar pela linda e encantadora terra de Monte Frio, a povoação que abriu as portas com uma festa em honra do seu padroeiro, o milagroso Bom Jesus. Foi, sem dúvida, uma festa de grande brilho, a qual foi abrilhantada pela Filarmónica de Vila Cova do Alva. Como é tradição, não faltou a bonita procissão pela rua central da povoação, até ao Largo do Outeiro. Houve muita música pelos conjuntos, etc.
Seguidamente esteve em festa a povoação do Enxudro com missa em honra do seu padroeiro Santo António, onde, na parte profana, esteve ali um belo Conjunto.
Depois foi as Luadas, também em festa, em honra de S.Simão, com missa abrilhantada pela Filarmónica de Pomares. Na parte da tarde não faltou música pelos conjuntos.
Seguiu-se Pai das Donas. Esta apenas com missa em louvor de Nossa Senhora dos Remédios. Não faltou, na parte da tarde, a boa música do Conjunto A.B.Sónia Figueira.
Seguiu-se a festa do Sardal, a "Festa dos Fadistas", com missa e procissão, abrilhantada pela Filarmónica Pátria Nova, de Coja. Houve missa campal em honra de Nossa Senhora da Paz, conjuntos e muita animação.
Embora já tenha sido relatado, na Festa da Benfeita não faltaram conjuntos, ranchos e muita animação. Esta festa foi em honra de Nossa Senhora da Assunção e foi abrilhantada pela Filarmónica Pátria Nova, de Coja.
Seguiu-se a festa de Pardieiros, aldeia de S.Nicolau e Senhora da Saúde, onde não faltaram conjuntos, ranchos, etc. No percurso dos festejos, como é tradição, a Fundação Fausto Dias contemplou alguns alunos das Escolas de Benfeita, Coja e Arganil, gesto que merece os nossos louvores.
Essa festa teve missa cantada pela Filarmónica, procissão, e foi abrilhantada pela simpática Filarmónica de Avô. Este agrupamento musical quando na sua passagem para os Pardieiros teve a gentileza de entrar na povoação saudando-a com uma linda marcha. Em meu nome e de toda a povoação aqui fica uma palavra de gratidão pela sua gentileza.
Para terminar, as festas da nossa freguesia, foi a de Nossa Senhora das Necessidades que esteve presente na missa e na procissão, a Filarmónica do Barril de Alva como foi noticiado. Temos a dizer que esteve ali o Conjunto "Gomape", de Arganil, que fechou a festa com chave de ouro.
Apenas duas povoações não fizeram festa: Dreia e Deflores.

MINA


JORNAL DE ARGANIL - 18/09/2003

Baptizado

No dia 16 de Agosto foi baptizado, no Santuário de Nossa Senhora das Necessidades, Tomás Francisco de Jesus Correia Neves, filho de José Alberto de Jesus Neves e de D.Lina Maria Oliveira Correia Neves e neto paterno de António Bernardo Quaresma Neves e D.Maria Ermelinda Paulo de Jesus Simões e paterno de Maria Florinda Oliveira Cardoso e José Borges Correia Fabado.
Foram padrinhos Alfredo Paulo de Jesus e esposa D.Graça Maria Fernandes Quaresma de Jesus. A cerimónia, celebrada pelo nosso pároco, padre dr. António Dinis, teve a colaboração do Grupo Coral. Parabéns ao casal, que já possui uma menina, a Daniela Sofia, e felicidades para o Tomás.

MINA


JORNAL DE ARGANIL - 18/09/2003

Festa em honra de Nossa Senhora das Necessidades

Nos dias 6 e 7 deste mês teve lugar a romaria em louvor de Nossa Senhora das Necessidades, festa que encerra as demais da freguesia e que, desde sempre, foi levada a efeito pelos mancebos que assentavam praça. Como hoje as coisas se modificaram, é a comissão do Santuário que realiza as festas, desde há dois anos.
No sábado abrilhantou o arraial o conjunto "Jovison" e, no domingo, foi transmitida música pela nova aparelhagem sonora oferecida pelos mordomos da festa do dia 15 de Agosto, oferecendo também o pálio. A Filarmónica Barrilense abrilhantou a festa, a missa e a procissão, na qual se incorporaram as Irmandades da Senhora da Paz, do Sardal (agora remodelada), de S.Nicolau, de Pardieiros e de Nossa Senhora da Assunção, de Benfeita; bem como as imagens da Senhora da Guia, S.Bartolomeu, Nossa Senhora de Fátima, S.Sebastião e da padroeira Nossa Senhora das Necessidades.
Durante a tarde actuaram os Ranchos Folclórico da Cerdeira "Os Malmequeres" e de S.Paio de Gramaços. Mas antes teve lugar um leilão muito animado, graças à condução de Acácio Gonçalves, de Pardieiros. E foi de Pardieiros que apareceu uma surpresa: uma equipa formada pelo Acácio, o Luís, o Brasílio e seu filho Ângelo, tocando bombos e acordeões, que muito animou a festa com mais vida e animação.
A todos os colaboradores aqui deixamos os nossos agradecimentos, quer aos jovens, quer às senhoras que trabalharam na cozinha.

MINA


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