Ano anterior

2012

Voltar ao anuário!

Data Localidade Nome Idade Campa

1

02/01/2012

Monte Frio

José Augusto

80

M113

2

16/01/2012

Benfeita

Arminda Nararé Gonçalves

86

B169

3

21/01/2012

Benfeita

Maria da Conceição (Sapateira)

98

B43

4

26/01/2012

Enxudro

Maria da Conceição

90

B317

5

01/02/2012

Benfeita

Aurélio Simões Quaresma

75

B257

6

02/02/2012

Benfeita

Zulmira Alexandrina da Luz

87

B96

7

26/02/2012

Dreia

Laura dos Anjos Pereira Coelho

90

B311

8

04/03/2012

Benfeita

António Alberto Martins (Mina)

85

B65

9

16/03/2012

Benfeita

Dorinda dos Anjos Martins

89

B40

10

16/04/2012

Pardieiros

António Gomes Correia

85

P56

11

22/05/2012

Monte Frio

Lúcia da Conceição Nunes dos Reis

89

M1

12

06/06/2012

Pai das Donas

Olinda d'Assunção Prata da Silva

88

B31

13

25/10/2012

Pardieiros

Maria Odete Rodrigues Duarte

72

P22

14

27/10/2012

Benfeita

José Bernardo Quaresma

94

B12

15

06/11/2012

Benfeita

Vitor Manuel de Jesus Simões

59

B159

16

10/11/2012

Dreia

Fernando Nunes Maria

82

B312

No dia 2 de Fevereiro, com 87 anos de idade, faleceu Zulmira Alexandrina da Luz, também conhecida por "Modista", por ter sido essa a profissão que exerceu na nossa aldeia durante mais de 50 anos. Filha de Vicente Alexandre e de Maria da Luz, Zulmira da Luz nasceu na cidade da Horta, Faial, Açores, em 1924, localidade onde o seu pai, militar da GNR, se encontrava em missão de serviço, e onde viveu até aos 4 anos de idade.
Casou com Albano Simões, rachador de lenha de profissão, conhecido por "Poeta", na altura viúvo e já pai de Maria Odete, menina deficiente motora com 7 anos de idade, e de quem teve duas filhas, Maria das Dores e Graça Maria, tendo ido viver para a Benfeita, terra do seu marido, com 24 anos de idade.
De forte personalidade, empreendedora e muito trabalhadeira, Zulmira da Luz, era muito estimada e respeitada pelas pessoas da terra, nomeadamente pelas senhoras, devido à sua elevada competência e habilidade profissional. As suas mãos na costura eram muito elogiadas quer em complicados vestidos de noiva quer em "simples" toalhas de renda ou bordados. Foi também, sua, a iniciativa de criar o Rancho do Benfica, na Benfeita, para fazer frente, em despique, ao Rancho do Manjerico que, na década de 1940, era o único que fazia bailaricos aos domingos. Estes ranchos de 30-35 pessoas, antecessores dos Grupos de Danças e Cantares, contratavam tocadores e faziam bailaricos na Benfeita e outras aldeias vizinhas e ainda em Coimbra e Lisboa para angariação de fundos que garantissem a sua continuidade. Zulmira da Luz, descansa agora ao lado do seu marido no cemitério da Benfeita, após 22 anos de viuvez. Paz às suas almas!