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1981

Ano seguinte

Data Localidade Nome Idade Campa

1

02-01-1981

Benfeita

José Martins dos Santos

66

B27

2

15-01-1981

Luadas

Maria Etelvina de Campos

80

B69

3

16-01-1981

Pai das Donas

Maria da Ressurreição

87

B133

4

27-01-1981

Luadas

Maria de Assunção

79

B214

5

28-01-1981

Benfeita

Luís Quaresma

78

B74

6

30-01-1981

Benfeita

Adelino da Costa

50

B167

7

31-01-1981

Pardieiros

Feliciano Tojeira

72

P17

8

31-01-1981

Benfeita

César Simões

64

B196

9

10-02-1981

Enxudro

António José

75

-

10

04-03-1981

Monte Frio

Lucinda da Conceição

-

M68

11

11-03-1981

Sardal

Maria Rosa

-

-

12

11-03-1981

Sardal

Maria da Luz

-

-

13

20-04-1981

Benfeita

Lucinda dos Santos

-

-

14

13-05-1981

Benfeita

Maria de Jesus

70

B64

15

08-06-1981

Benfeita

António Lázaro

83

B152

16

11-06-1981

Sardal

José Pedro

74

B279

17

12-06-1981

Pardieiros

Olívia Fernandes do Céu

60

P32

18

24-06-1981

Benfeita

Albertina Correia

86

-

19

04-07-1981

Luadas

Albertino Duarte

57

B118

20

08-07-1981

Pardieiros

Itelvina de Jesus

89

P45

21

25-09-1981

Dreia

Maria dos Anjos de Jesus

68

B23

22

07-10-1981

Pardieiros

José Augusto

74

-

23

25-11-1981

Benfeita

António Rosa

72

B42

24

05-12-1981

Pardieiros

Palmira Duarte

76

P23

25

24-12-1981

Pardieiros

Maria Augusta Rodrigues

87

-


A 31 de Janeiro, faleceu César Simões, com 65 anos de idade. Era filho dos meus avós paternos Firmino Simões Quaresma e Leopoldina Gonçalves Quaresma e deixou viúva a minha tia Lucinda do Rosário Oliveira, de quem teve 3 filhos, os primos: Graciete (1944), Alfredo (1946) e Joaquim (1948).
O tio César era uma pessoa reservada, tranquila e cordial. Sereno no falar, inspirava calma, confiança e simpatia, sendo estimado por todos. Nasceu na Benfeita, a 13/06/1916, quando o seu pai já ia no mar alto, com destino ao norte de Moçambique, para combater as tropas invasoras alemãs, em plena Primeira Guerra Mundial.
Cedo conheceu as dificuldades por que passavam as famílias numerosas da aldeia, tendo resolvido emigrar para Moçambique, em 1948. Sua mulher e filhos juntaram-se-lhe em 1950, tendo vivido e trabalhado em várias localidades, como a Namaacha, Inharrime, Inhambane, Milange e Gurué, esta última na região da Zambézia, onde exerceu as funções de capataz numa plantação de chá.
Posteriormente, mudou-se para a capital, Lourenço Marques, em 1967, onde tomou a loja do seu irmão Adelino, "A Leiloeira da Malhangalene", tendo ali permanecido e trabalhado até 1976. Aqui conviveu com os seus irmãos Mário, Artur, Adelino e Albertino, respectivas cunhadas e sobrinhos. Uma grande família muito unida por fortes laços de amizade e concórdia, onde todos mantinham esperança de, um dia, poderem voltar à Benfeita, que traziam no coração.
Após a independência de Moçambique, o tio César regressou à sua terra natal, com 60 anos de idade, para voltar a experimentar as dificuldades de reconstruir uma nova vida.